P. Riscada

P. Riscada
Pedra Riscada, um gigante de Minas

Ipê

Ipê
Paisagem com ipê florido

Paisagem com cáctus

Paisagem com cáctus
As grandes montanhas, as serras , os vales

Torre

Torre
A santa cruz do Norte

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Uma visita à comunidade do Poterrão

Nova expedição do Mundo das Montanhas. Desta vez o destino é a comunidade do Poterrão. O local dista apenas alguns quilômetros de Ataléia e conta com cerca de 60 famílias de pequenos proprietários de terra, lavradores, vaqueiros e demais trabalhadores rurais. São pessoas simples  que vivem há dezenas de anos trabalhando a terra na base da Pedra do Poterrão. O local é muito tranquilo, com natureza exuberante, cercado por vastos campos e muitas montanhas. O córrego do Bananal ou Poterrão desliza com suas águas calmas banhando a região. Abaixo, algumas fotos registradas durante a breve viagem:  
A comunidade e a pedra 
O formato de uma cabeça de gorila é vista por este ângulo   
O córrego Poterrão. Pedra do Roncamento à esquerda ao fundo
Montanhas de Ataléia
Na casa de Homero, um dos líderes da comunidade
Poterrão (2011)
Caminhando pela comunidade
O carcará. Presença marcante no Poterrão
Poterrão (Julho 2011)
O mundo das montanhas

terça-feira, 5 de julho de 2011

Chuvas de julho 2011


                             PLUVIÔMETRO
               Mapa de Anotações -  Ano:  2011
    Dia  
  Mês :julho
     1
      -
     2
      -
     3
        -
    4
      -
     5
      -
     6
      -
     7
      -
     8
      -
     9
      - 
   10
      -
   11
      -
   12
      -
   13
      -
   14
      -
   15
      -
   16
      -
   17
        -
   18
        -
   19
      -
   20
      -
   21
      -
   22
       -
   23
     -
   24
     9,0 mm
   25
   38,0 mm  
   26
    16,0 mm
   27
     -
   28
     -
   29
     -
   30
     -
   31
     -
  Total do mês:      63 mm                       

segunda-feira, 4 de julho de 2011

domingo, 3 de julho de 2011

Garota Mundo das Montanhas - Julho 2011

Emanuelle Gouvêia

Emanuelle Gouvêia, 16 anos, é estudante da cidade de Ataléia. Apesar de capixaba de nascimento, e de ter morado na Bahia durante certo tempo, esta bela morena tem relação com Ataléia desde o nascimento devido a suas raízes ataleenses. É neta de Diran Gusmão e bisneta de Serafim Gouvêia, nomes de tradição na cidade, e filha da dedicada mãe Neyork. Cursa o ensino médio na Escola Estadual Professora Alnêda de Matos Machado e se diz muito feliz por morar em Ataléia, pois considera a cidade tranquila, além de possuir bons amigos por aqui. A bela estudante de olhos e fartos cabelos negros, corpo esguio e com um jeito um tanto tímido e muito gracioso nos permitiu fotografá-la. Escolhemos como locação principal a tradicional pracinha da igreja. Agradecemos a seus familiares por permitir a realização desta matéria.  Abaixo, mais informações sobre nossa simpática montanhesa.

Nome: Emanuelle Sousa Gouvêia Gregório
Nascimento: 03/06/1995
signo: Gêmeos
Altura: 1,70 m
Cor favorita : branca
Time: Vasco da Gama
Artista preferida: Paula Fernandes
Hobbies: cantar e jogar vôlei



Ataléia-MG (2011)

sábado, 2 de julho de 2011

A chácara da paz

Vista aérea da chácara


JP alimentando os peixes
Nossa equipe do Mundo das Montanhas, representada por Ramid, Dannilo e eu, visitou um lugar para lá de especial. Esse local situa-se a poucos quilômetros de Ataléia, num ambiente bem reservado, aos pés da grande Pedra da Televisão. Trata-se da Chácara De Boa de propriedade de João Pedro ou JP, como também é conhecido. Ele é um jovem empresário da área de construção civil em São Paulo, mas é natural de Ataléia. Apesar do sucesso empresarial na capital paulista, foi nessa pequena e aconchegante propriedade campestre, fruto de herança, que JP encontrou a paz, juntamente com sua esposa e seu filho que também se chama João Pedro. Correndo da vida atribulada e estressante do grande centro, eles dedicam-se agora, de forma exemplar, a outro tipo de edificação: a construção de um ambiente de integração e respeito à natureza. Sem finalidade comercial, com muita consciência ambiental, eles vão transformando a propriedade. Em lugar da criação bovina e seu mugido, vão atraindo cada vez mais pássaros-pretos, guaxes, sanhaços, canários, sabiás e outras aves que fazem sua bela e apaziguadora sinfonia diurna . JP diz que recentemente comprou alguns canários e os libertou na chácara. Além de ração apropriada, existe o pomar que conta com centenas de árvores cítricas e outras que auxiliam na alimentação dos bichos. Outro tipo de atividade na chácara é a piscicultura. Também sem fins comerciais. Os diversos tipos de peixe criados em berçários, tanques e nos pequenos lagos da Chácara de Boa servem apenas para consumo próprio e para encher os olhos e os corações dos proprietários de satisfação e orgulho. Sobra aos gansos, a função de guardiães da propriedade. Segundo o proprietário, eles são muito atentos, vigilantes e substituem satisfatoriamente os cães nessa tarefa. Assim, ao único cão existente na fazenda, o fox terrier de pelo duro, cabe o papel de companhia. As matas e as nascentes d'água que brotam da rocha no fundo da propriedade são outro atrativo do local, pois nutrem a chácara com água pura e o frescor necessário. E as árvores têm liberdade total para nascer e crescer como quiserem dentro da propriedade, sejam elas nativas ou plantadas. Sobre esse ambiente com ares de paraíso, o Mundo das Montanhas observa: bom saber, bom saber que ainda existe gente assim! Parabéns aos felizes e conscientes habitantes da Chácara de Boa!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O grande artesão do Rio Norte



No número 152 da Rua Teófilo Otoni, em Ataléia, localiza-se o ateliê do escultor Násser Gazel. É nessa pequena oficina de acabamento simples bem ao estilo desse artista admirador de Mestre Vitalino que a argila do Rio Norte chega em sua forma bruta. Depois de tratada com o devido cuidado, vai tomando vida aos poucos,  até ser transformada definitivamente em obra de arte. Artista dotado de grande consciência social e política e também de sensibilidade musical e poética, Násser representa o artesão pertinaz das margens do Rio do Norte. É também um violeiro, um cantador e contador de casos da velha Santa Cruz do Norte. Em seu trabalho, é possível ver a presença do caipira do campo e da cidade, ver a rusticidade de nossos casebres de taipa e demais construções , vivenciar nosso folclore e nossas lendas , enfim, perceber e valorizar nossa cultura interiorana. O escultor dá forma também a personagens da história brasileira e universal, além de criar belas mandalas de inspirações diversas e demais objetos de arte. Peças desse artista plástico ataleense se encontram espalhadas por diversos cantos do Brasil e também em países como Japão, Alemanha e Estados Unidos, entre outros. Filho de um imigrante libanês e neto de um colonizador da cidade de Ataléia, Násser traz nas veias diversas tendências e explora, ao mesmo tempo, o tema universal dos grandes viajantes e conquistadores e o tema do obstinado homem simples preso à terra, que trabalha seu quinhão de sol a sol, irredutível, valente, orgulhoso de seu torrão. Daí vem toda sua veia de inspiração. Nas paredes e prateleiras do velho ateliê da Rua Teófilo Otoni, um pouco da história desse inspirado artista e de sua cidade é miniaturizado e imortalizado em argila. Abaixo, algumas imagens de sua obra. Clique para visualizar em tamanho maior.

domingo, 26 de junho de 2011

Um túmulo de madeira



Recentemente, no cemitério municipal de Ataléia, uma morte causou consternação a muitos moradores. Porém, não se trata de vida humana. Na verdade, uma centenária e portentosa peroba foi posta abaixo no interior do cemitério. E, no lugar onde se via o frondoso ser que oferecia boa sombra e beleza ao local, resta apenas alguns centímetros do grosso tronco marcado pela ação da impiedosa serra. E o pó da serragem, lançada como sangue em seu redor, triste e inutilmente, procura desenhar a sombra que o saudoso ser proporcionava. Entretanto, resta ainda outras perobas no interior do cemitério, dando um toque de alegria naquele ambiente de lamúrias, ornando altivas, vegetando, nativas, balaçando solidariamente seus galhos, com raízes entranhadas, agarradas em profundo abraço naquele solo de tantas perdas e tantas lamentações. Esperamos que não se permita mais as derrubadas das vivazes perobas habitantes do cemitério municipal.

Foto: Renato Teixeira