P. Riscada

P. Riscada
Pedra Riscada, um gigante de Minas

Ipê

Ipê
Paisagem com ipê florido

Paisagem com cáctus

Paisagem com cáctus
As grandes montanhas, as serras , os vales

Torre

Torre
A santa cruz do Norte
Mostrando postagens com marcador Rios e cachoeiras. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

ACAMPAMENTO NA FAZENDA DO SR. CHEIRO (RIO NORTE)

   
Samuel, Jorge Lucas, Jorge, Renato e Tekinha (Julho 2018)
 Este acampamento foi realizado alguns meses atrás, no final do mês de julho de 2018.
      Nós ficamos acampados na beira do rio Norte entre a fazenda de Durvalino e a fazenda do Sr. Cheiro, bem aos pés da pedra da Mironga ou pedra da Nhacom. A aventura contou com as presenças de Tekinha, Samuel Teixeira, Renato Teixeira, Jorge Nunes e seu filho Jorge Lucas.
     Fomos de carro pela estrada que leva ao roncamento por uns 5 quilômetros e deixamos os veículos próximo da ponte suspensa da sede do sr. Cheiro. De lá, seguimos a pé, levando todo o material do acampamento até o local escolhido. Ficamos em um areão bem à beira do rio Norte.
    Todo o dia foi marcado por banhos de rio e pescaria. Na tarde daquela mesmo sábado, tekinha seguiu sozinho para escalar a pedra da Mironga (ou Nhacom) pela segunda vez. Da primeira vez que uma equipe escalou esta pedra, ele também estava presente (veja matéria neste blog). Na pequena churrasqueira portátil levada por Jorge, um saboroso churrasco foi assado durante todo o dia e parte da noite. Carne bovina, linguiça e pequenos piaus e lambaris pescados por Samuel e Jorge Lucas foram o prato principal da aventura. Uma boa fogueira foi acesa no areal para nos aquecer do frio noturno.
     Na amanhã do domingo (dia 30 de julho), nossa equipe levantou acampamento. Foi um passeio rápido e muito tranquilo. Valeu a pena mais uma vez o contato com a natureza em Ataléia. 
Amanhecer no acampamento
Os pescadores Samuel e Jorge Lucas
Hora de partir (30 de julho 2018)

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Nascentes do córrego Beiju


Numa tarde ensolarada do início do mês de maio de 2018, uma equipe da Escola Hermínia visitou as nascentes do córrego Beiju que é um pequeno riacho que viaja das proximidades de nossa cidade de Ataléia até cair no córrego Acarizinho, que por sua vez deságua no nosso importante e simbólico rio Norte. Além de alunos e da especial presença da supervisora Gislai Aparecida, a equipe contou com a participação dos professores Marcelo Rosa, Neide Varmes, Renato Teixeira, Ivana Salomão, Elquídia Mendes, Karla Nunes e Cláudia Salomão ( professora de Ciências que idealizou o projeto juntamente com a professora de Geografia, Munique Ada). A rápida excursão teve como objetivo propiciar  aos alunos do 6º e do 7º ano do período vespertino da escola Hermínia uma aula de campo em que eles pudessem conhecer de perto uma nascente de rio e pudessem plantar e aprofundar seus conhecimentos sobre a importância de respeitar e preservar a natureza. Uma das nascentes desse córrego brota no solo do sítio Boa Vista, propriedade de dona Maria Gomes Rocha, mãe da simpática Maria Inalva Pessoa Lima, mais conhecida como Flor de Marquinhos, que nos recebeu e nos apresentou a propriedade e permitiu aos alunos que fizessem o plantio de mudas frutíferas, árvores de jardim e árvores de grande porte pelas nascentes e pelas margens do pequeno córrego ataleense. O passeio ecológico contou também com o apoio da diligente diretora Rita Mendes e da prefeitura municipal que cedeu o transporte para a equipe. Seguem as imagens.

A supervisora Gislai  falando sobre os objetivos do passeio e sobre o bioma e demais aspectos da natureza da região 
A aroeira e a pinha foram algumas das espécies trazidas pelos alunos para serem plantadas no sítio
Pequeno poço formado por uma das minas da propriedade
Professores e alunos plantando nas margens de um dos poços
Professor Marcelo e professora Cláudia ajudando os pequenos no plantio



Dentro do sítio Boa Vista o pequeno córrego Beiju já ganha força e viaja rumo ao rio Norte
Turma reunida para a foto oficial (Blog Mundo das Montanhas - Maio/2018)   

domingo, 15 de novembro de 2015

Novembro ainda sem chuva

Rio Norte (Areião) - Novembro 2015
  Com a falta de chuva que se estende desde setembro, o rio Norte segue com seu drama, assoreado e poluído. Apenas um pequeno fio d'água corre em seu leito. O abastecimento de água da cidade se mostra ainda eficiente graças à ação dos homens que ganham seu sustento, escavando e retirando a areia que atende à construção civil na cidade. Em consequência desta ação, no trecho do rio conhecido por Areião, um reservatório natural se formou num curso de aproximadamente 150 metros de extensão, de onde a empresa de saneamento, Copasa, consegue canalizar a água que abastece a cidade. A empresa alerta que se não chover de maneira satisfatória nos próximos dias, o rio poderá vir a secar totalmente, haja vista que a vazão no ponto do rio conhecido por Roncamento é de apenas 2 litros de água por segundo, o que representa situação muito precária. A situação hídrica levou a Prefeitura Municipal a divulgar uma nota no dia 14 de novembro, alertando para o problema e pedindo a conscientização da população na utilização da água. Seguem imagens.
Com apenas um filete d´'água, o rio Norte é um dos únicos rios da região de Ataléia que ainda não secou totalmente  
Jovens auxiliando na limpeza da poluição que afeta o trecho do rio     
Região do Areião onde um reservatório natural de água se formou pela ação dos vendedores de areia  
Captação de água da Copasa
Nota da Prefeitura veiculada em redes sociais

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Seca em Ataléia


Uma grande crise hídrica expõe os problemas do município e pede uma pausa para reflexão. Com muitos rios, córregos, lagoas e outras reservas de água completamente secas, o município de Ataléia sofre com a maior estiagem de sua história. A situação é pior nos distritos de Ataléia. Em Fidelândia, caminhões-pipa ajudam a população no abastecimento básico. Em Novo Horizonte, um chafariz abastecido por uma mina supre a demanda de água da população. São Miguel e Tipiti também vivem dias de escassez e racionamento. Rios importantes como São Mateus e Cibrão estão praticamente esgotados. E veios importantes como o córrego Peixe Branco e outros que abastecem nossos distritos e povoados também já não possuem água em seu leito. Nos arredores de Ataléia, dezenas de córregos que regavam comunidades e propriedades rurais já se esgotaram completamente ou correm sem o mínimo vigor. Açudes e represas construídos para saciar a sede do gado também  se encontram secos. O blog MM esteve visitando os arredores de Ataléia, indo até a comunidade do Poterrão onde constatou e registrou a situação penosa. A instalação de poços freáticos, também chamados de poços semi artesianos, foi uma das soluções que muitos fazendeiros encontraram para captar água para os seus rebanhos. Na comunidade do Poterrão e em outros pontos do município foram instalados poços artesianos pelo governo do Estado para caso emergencial de completa falta d'água. Seguem imagens.

Gado pastando sobre leito seco de córrego (Vila Seca)
Modad Alchaar sentado no leito seco do córrego Bananal que corria em abundância em suas terras (Poterrão)
Plantação de milho arruinada por falta d'água
Leito completamente seco e irrigação parada
Lagoa seca (fazenda de Nilo Kretli)
Poço semi artesiano (fazenda de Nilo Kretli)
Leito do córrego Bananalzinho ( 21/10/15)
Lagoa seca (Poterrão)
Terras no Poterrão que há 64 dias não recebem águas da chuva (21/10/15)
Serra onde situa-se a nascente que ainda abastece a comunidade do Poterrão (21/10/15)
Caminhando sobre o leito seco do córrego Poterrão (21/10/15)
Lucindo, proprietário da terra onde se encontra instalado o poço artesiano da comunidade do Poterrão
Com 104 metros de profundidade , o poço artesiano do Poterrão foi instalado pelo governo do Estado e deverá ser usado em caso de emergência
  

      A maior seca da história do município

Sem chuva há mais de 64 dias, Ataléia vive a pior seca de sua história. Os baixos índices pluviométricos têm sido constantes ano após ano na região. Mudança no ciclo das chuvas que caíam em setembro e agora vêm em novembro e alterações que torna o clima mais quente são fatores indiscutíveis de que há algo errado. Desmatamento sem proporção, poluição das águas, do solo, do ar, crescimento desordenado das áreas urbanas. Uma verdadeira desobediência às leis ambientais que visa somente ao benefício individual e traz o prejuízo coletivo. Tudo isso contribui para a somatória final que indica prejuízo à Natureza. Não pode haver progresso sem sustentabilidade, por isso é hora de cada um reconhecer onde pode ajudar e fazer sua parte.
                                      

                    
Rio Norte (Outubro 2015)
             
20/10/2015
Peixe morto (20/10/15)
O forte cheiro exala do rio Norte como verdadeiro esgoto a céu aberto
20/10/15
Lixo jogado pela população
Sr. Manoel Marques pela primeira vez em 46 anos como observador hídrico da cidade se depara com um cenário tão desolador e lamenta ver a natureza tão impactada
Manoel Marques afirma ser a maior seca ocorrida no município. Como morador da cidade há 65 anos e como observador hídrico há 46 anos,  jamais havia marcado índice de 62 cm em suas réguas e visto tão poucas chuvas 


              A Agonia do Rio Norte


O rio Norte, em toda sua história, nunca viveu dias tão terríveis. Este rio, motivo de orgulho e motivo de belas lembranças de moradores e ex-moradores que um dia pescaram, nadaram ou brincaram, boiando e mergulhando em suas águas profundas e ligeiras, hoje agoniza, arrastando águas rasas, lentas e fétidas. Seus habitantes mais ilustres, os lépidos e simpáticos lambaris, as chateiras, as traíras, os piaus, os bagres e tantos outros personagens que povoavam com glória sua história, hoje se encontram desaparecidos, moribundos, asfixiados, virados, mortos, entulhados em seu leito desconfortável de água suja à espera dos silenciosos urubus. A consciência de todos nós, que um dia semeamos lixo em suas margens, que despejamos nossos dejetos hospitalares, residenciais, comerciais, industriais, ou detritos de qualquer natureza em seu leito, que decepamos as raízes daquelas plantas aparentemente estúpidas que se propuseram a permanecer vivendo estáticas e sem futuro promissor em suas margens, talvez, sofra calada e sem muita culpa, com pouca dor.  Provavelmente por não termos sido capazes de perceber que um dia até os poderosos e caudalosos rios chegam ao fim. Do rio Norte, é apenas o começo do fim. E talvez virá o fim de nossas velhas consciências que viveram, que vivem e que, certamente,  um dia morrerão alimentando o sonho da prosperidade, à procura do futuro sem perceber que não haverá futuro sem o presente. Um dia, achamos um rio. A ele demos um nome e nos orientamos por ele. Seguindo suas curvas, levantamos uma cidade. Perdendo o Norte, teremos apenas começado o fim de nossa história.        

20 de outubro 2015
Peixe morto (25/10/15)
Águas escuras e fétidas do  Rio Norte - Ataléia (25 de outubro 2015)